segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Vamos debater política?


Uma reflexão sobre a crise.

A atual crise que o mundo está passando não é uma crise meramente financeira, causada por algum erro matemático. É uma crise principalmente de confiança nos bancos e empresas que queriam seu “Almoço Grátis”, o problema é que não existe almoço grátis, alguém sempre paga a conta; e dessa vez a conta veio bem cara.
A ganância e juros baixos permitiram financiamentos que não se garantiam, o dinheiro era virtual, sem lastro. Uma crise a muito anunciada, mas que as pessoas fingiam que não ocorreria enquanto embolsavam grandes aportes em lucro.

Nesse cenário em que a crise de confiança está em voga, a profissão de relações públicas se evidencia e mostra que as empresas com boas práticas, transparência e que saibam comunicar da melhor forma possível sairão com sua reputação consolidada,enquanto as empresas que maquiam suas ações de sustentabilidade e agem de forma esquizofrênica, fazendo um discurso e praticando outro não terão boa perspectiva de futuro.


Uma reflexão sobre a crise II

O Brasil não está blindado a essa crise, mas a sua política de juros centrada em estudos minuciosos do mercado pelo Banco Central garantiu que apesar das taxas praticadas reduzirem o crescimento do país, elas garantiram que esse crescimento fosse sólido e por isso não estão ocorrendo as mesmas quebras de empresas que ocorrem em boa parte do mundo.
Todos nós que tanto criticamos aqueles analistas do BC temos de dar o braço a torcer e aplaudir o fato de terem sido firmes com suas decisões mesmo diante de tantas críticas da população, mídia e até de setores do governo. No final das contas eles nos salvaram de um baita tombo.

Um comentário:

André Tito disse...

Querido Roit,

Muito bom esse seu post! A crise está feia mesmo e o negócio parece que ainda vai piorar, ainda mais paras as organizações que pensam a comunicação como um gasto para seus budgets fantasmas. Talvez, se o pessoal se comunicasse melhor, as coisas não teriam chegado a esse ponto, né?

Abração,

André